me estrago a tua espera, ao teu concerto.
rejeito quaisquer braços mas pulo de um penhasco na vaga ideia dos teus
para me segurar. desprezo remédio de mãos estranhas, drogo-me pensando
no teu calor. te procuro em lugares quietos, sinceros, perversos,
malucos, malditos, maus ares, onde estas? sonhos que se tornam sorrisos
que se tornam desejos que se tornam gozos que se tornam cama que se
tornam você, não aqui, mas ali, para que eu te observe bem, para
fotografar tua pintura em minha alma, e tu me olhas.. pare de mastigar
meu corpo com este sorriso cativo, sei que o corpo não nos interessa,
mas nos é útil para castigo comum. e você se perde e me encontra, se
perde entre minhas pernas, dedos e cabelos, entre minhas angústias,
desejos e zelos. miro em ti para acertas as estrelas.
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